Tags

, , , , , ,

Não, não estou aqui para dizer a você como usar essa peça ou aquela; como pentear o cabelo ou se maquiar. O assunto hoje é um pouco mais focado no comportamental. Quero discutir como vocês erros de moda muito frequentes. E, talvez, você já tenha cometido algum deles – ou conheça alguém que os comete. Acho que consegui criar uma leitura válida e saudável sobre um tema importante.

Prontos? Vamos lá!

Quadril grande, peito pequeno, cintura mais larga, pernas finas, coxas grossas… essas são algumas das coisas das quais nós, mulheres, reclamamos o tempo todo. Normalmente, quem tem um corpo X sonha em ser mais para o Y e vice-versa. 

E a indústria da beleza ajuda a fazer com que um determinado padrão seja seguido, plantando bem fundo da mente da sociedade essa ideia de perfeição. Mudar para se sentir bem consigo mesmo é ótimo e superválido, mas, para se enquadrar em determinado padrão é pura perda de tempo. Vai resultar numa versão frustrada e infeliz de você mesma.

Mas não são só nas dietas, cirurgias e transformações ‘físicas’ que essa ideia age. É, também, na hora de se vestir. E aí surge o primeiro grande erro do qual quero falar: a não-aceitação.

Não adianta, se você está com alguns quilinhos a mais, se entupir num vestido justíssimo dois números menor que o seu, ou, sabendo que não tem busto, escolher uma blusa superdecotada. Tem sempre um truquezinho para nos ajudar a disfarçar aquela característica que, para nós, parece um defeito. Use deles!

Vista-se de acordo com a sua idade, o seu tipo de corpo, o seu estado de espírito. Não tente se encaixar num molde. Ninguém precisa ser igual a ninguém. Afinal, ser diferente é normal.

Gente, esse tópico é, para mim, um dos mais importantes e um dos que mais precisa ser repetido.

Você passou meses na academia, malhando, se esforçando para conseguir o corpo perfeito e, depois do sacrifício, quer que todos notem o resultado. Tudo bem, isso é normal. Mas não existe a menor necessidade de sair seminua pela rua. Com decotes exagerados, comprimentos mínimos, rendas, babados, transparências e brilho tudo-ao-mesmo-tempo-agora!

E existem vários motivos para você não fazer isso: os homens não vão respeitar uma mulher que não se dá ao respeito; não fica bonito; você chama tanta atenção para a sua aparência, que ninguém vai se importar muito com sua personalidade; isso acaba com o fator ‘mistério‘, se as pessoas já viram tudo o que havia para mostrar, qual vai ser a motivação e o interesse em continuar?

Ser sexy sem ser trashy: você está fazendo isso muito certo! 

um milhão de maneiras de ser sexy. Escolha a que quiser, mas saiba dosarEquilíbrio é tudo na vida. Se o comprimento é menor, economize no decote; se o batom já é vermelho, diminua no resto da make; se o vestido tem uma fenda enorme, esqueça complementos adicionais. Ou seja, equilibre o look.

Deixo uma frase da atriz Emma Watson para vocês refletirem sobre o assunto:

Minha ideia de sexy é que menos é mais. Quanto menos você revela, mais as pessoas podem imaginar.”

Fica a dica.

Usar aquela peça grifada, que apareceu na capa da última edição da Vogue, vai fazer com que eu seja elegante e bem-vestida, certo? ERRADO!

Muitas pessoas – e, meu Deus, adicione uma intensidade nesse ‘muitas’ – caem na ilusão de que, para estar bem-vestido e elegante, basta entrar na loja mais pop do momento e torrar o cartão de crédito na nova coleção. Que, quem usa peças de lojas de departamento, por exemplo, é pobre e mal-vestido. Pretensiosa ilusão!

Para essas pessoas, um grande: “Senta lá, Claudia!”. Se você acha que os zeros que você gastou para montar seu look é igualmente proporcional ao nível de finesse que vai conseguir, precisa aprender muito sobre a vida.

Olhe a Katherine Heigl, na foto da montagem, e tome como exemplo. A atriz estava vestindo Ralph Lauren da cabeça aos pés, mas isso não impediu que este look fosse conhecido como um dos piores já usados por ela.

Então, vamos sair da ‘zona de conforto’ e passar a treinar mais nossa autocrítica? Que tal parar de reparar tanto no que os outros vestem para gastar um pouquinho mais de tempo refletindo sobre aquela blusa que você estava pensando em usar? E, claro, entender que elegância vai além de uma etiqueta de marca. É mais um estado de espírito, um modo de agir, do que qualquer outra coisa.

Seguir tendências é uma coisa boa. Afinal, é disso que a moda se alimenta. Mas existem duas coisas às quais você deve prestar bastante atenção antes de correr para a loja mais próxima e trazer todas as novas peças da temporada para casa…

Primeiramente, tendências devem ser usadas como um guia. É você quem deve escolher o que fica bem ou não no seu corpo, o que é válido e o que é lixo, quais as roupas e acessórios que possuem capacidade de sobreviver a mais de uma temporada. Esse poder ninguém tira, é seu. Use-o.

Em segundo lugar, não é porque no último desfile da Prada todas as modelos estavam usando listras, ou porque na passarela da Gucci o color-blocking comandou a coleção que você precisa comprar o look completo e sair como um reflexo da composição pelas ruas. Ao usar a tendência em sua forma pura, você abre mão da sua personalidade. E, aos poucos, repetindo isso a cada temporada, a ditadura da moda terá sugado a essência de quem você é. E o que estará lá, em seu lugar, será uma marionete sem vontade e estilo próprios. Pensem nisso!

É isso, queridos. O que acharam da escolha dos tópicos? Alguém veio à sua cabeça enquanto estava lendo o texto? Foi útil? Comente aqui embaixo! :)

Um ótimo carnaval para todos vocês. Divirtam-se!

Beijo, Jay.

Anúncios